Apreciação Parlamentar 3/XVII
Esta proposta ainda não foi votada em plenário, ou a votação aguarda verificação.
Na apreciação parlamentar, os deputados analisam um decreto-lei do Governo e podem propor alterá-lo ou fazê-lo cessar. Mais termos no glossário
16 intervenções a 28 jan 2026 · 9 partidos e o Governo
Resumo gerado por IAO que cada partido defendeu, a partir do Diário. Pode conter imprecisões.Como é feito
Defendeu que o decreto-lei alinha a administração dos portos de Lisboa, Setúbal e Sesimbra com o modelo dos restantes portos, clarificando responsabilidades e reduzindo assimetrias. Considerou que os municípios mantêm influência através de pareceres e instrumentos de ordenamento, sem necessidade de assento nas administrações.
Criticou o PS por não ter reformado a governação portuária nem investido na modernização das infraestruturas quando governou. Considerou que o decreto centraliza decisões e mantém a lógica das nomeações políticas, e defendeu metas, critérios e responsabilização por desempenho.
Defendeu que o decreto-lei retira a voz das autarquias nas administrações dos portos de Lisboa, Setúbal e Sesimbra, remetendo os municípios para instâncias consultivas. Criticou a ideia de que afastar autarcas traz transparência, e considerou que a Assembleia deve repor poder ao poder local.
Defendeu que a transferência para os municípios das zonas ribeirinhas não afetas ao porto deve ser reforçada, para combater o abandono. Considerou que não há afastamento dos autarcas, que a gestão integrada beneficia portos próximos, e que rever o decreto seria um erro.
Defendeu que o decreto retira poder, voz e autonomia aos municípios na ligação ao porto, transferindo-o para sociedades anónimas cujos administradores são nomeados pelo Governo. Considerou que segue a mesma lógica das vice-presidências das CCDR decididas a nível central, e anunciou oposição ao decreto.
Defendeu que, se o decreto não é positivo, a prioridade deve ser investir na modernização das infraestruturas, como o porto de pesca da Trafaria, e não mexer nas administrações. Criticou a convergência entre PS e PSD, considerando que leva à privatização da gestão portuária.
Defendeu que o decreto torna a gestão dos portos mais integrada, técnica e menos política, para competirem melhor com a Europa. Considerou que a apreciação do PS visa travar a eliminação de cargos dirigentes, e que os municípios continuam a poder participar.
Apoiou a apreciação, defendendo que o decreto-lei afasta os municípios da governação portuária, reforça uma lógica de centralização e transforma a participação num papel meramente formal. Considerou que a articulação entre portos e municípios desde 2016 reduz conflitos, e defendeu uma governação partilhada.
Anunciou que acompanha a apreciação, considerando que o Governo não resolveu o problema dos trabalhadores portuários, com greves e riscos de segurança. Considerou que os interesses dos portos podem ser contrários aos da cidade, e questionou se a governação portuária defende as populações.
Defendeu que o decreto separa a gestão executiva da participação territorial, considerando que o modelo de 2016 gerou sobreposição de competências e risco de conflitos de interesses. Argumentou que os municípios continuam envolvidos através da cooperação e da transferência de áreas sem função portuária.
Quem falou, segundo os dados abertos do Parlamento. O vídeo e o Diário da Assembleia da República mostram o que cada pessoa disse.