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Especial

Orçamento do Estado para 2027

O Orçamento diz quanto o Estado vai cobrar e gastar no próximo ano. Acompanhe aqui cada passo no Parlamento e como vota cada partido.

Agora: generalidade.Debate e votação: fim de outubro (no ano passado: 28 out 2025).

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    Entrega8 out 2026O Governo entrega a proposta de Orçamento ao Parlamento.
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    Generalidadeprevisto: fim de outubroDois dias de debate e a primeira votação: o Orçamento segue ou é chumbado.Ano passado: 28 out 2025
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    Especialidadeprevisto: novembroOs partidos propõem alterações, votadas uma a uma, quase todas na comissão de Orçamento.Ano passado: 27 nov 2025
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    Votação final globalprevisto: fim de novembroO Parlamento vota o Orçamento já com as alterações aprovadas.Ano passado: 27 nov 2025
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    Lei publicadaprevisto: dezembroO Presidente da República promulga e o Orçamento é publicado em Diário da República.Ano passado: 30 dez 2025

O que traz o Orçamento de 2027

O Governo propõe o Orçamento do Estado para 2027: as receitas e as despesas do Estado e da Segurança Social e as regras para as executar. Atualiza os escalões do IRS e do IMT, dá benefícios fiscais às empresas que aumentem salários e limita a subida das propinas.

A proposta de lei tem 139 artigos. Aqui ficam as medidas com mais impacto, por área, cada uma com o artigo onde está. A despesa de cada ministério está nos mapas e no relatório do Governo, documentos à parte desta lei.

Resumo gerado por IAPode conter imprecisões.Ler o texto oficialVer a proposta

Impostos das famílias

  • Novos escalões do IRS: a taxa vai de 12,2% até 8 666 € de rendimento coletável a 48% acima de 89 995 €. art. 60.º
  • Acima de 89 995 € há uma taxa adicional de 2,5%, que passa a 5% acima de 250 000 €. art. 60.º
  • O mínimo de existência, o rendimento que o IRS não pode reduzir, passa a ser o maior entre 13 580 € e 1,5 × 14 × IAS. art. 60.º
  • O regime de IRS para antigos residentes que regressem a Portugal passa a abranger quem se torne residente até 2027. art. 60.º
  • A compra de habitação própria e permanente fica isenta de IMT até 108 792 €; acima disso a taxa sobe por escalões. art. 65.º
  • A contribuição para o audiovisual não é atualizada. art. 71.º
  • Mantém-se o adicional do IUC sobre os automóveis ligeiros a gasóleo. art. 76.º

Como vota cada partido

Para o Orçamento passar basta haver mais deputados a favor do que contra: uma abstenção não o impede. Em 2026, na votação final o Orçamento foi aprovado com os votos a favor de PSD e CDS-PP, a abstenção de PS e os votos contra de CH, IL, L, PCP, BE, JPP e PAN.

Partido2026Gen.2026Final2027Gen.2027Final
PSDA favorA favor
CHContraContra
PSAbstençãoAbstenção
ILContraContra
LContraContra
PCPContraContra
CDS-PPA favorA favor
BEContraContra
JPPAbstençãoContra
PANAbstençãoContra
ResultadoAprovado91–79Aprovado91–81

O que defendeu cada partido

No debate na generalidade do Orçamento de 2026, a 28 out 2025. Quando o Orçamento de 2027 for debatido, os argumentos deste ano aparecem aqui.

Resumo gerado por IAA partir do Diário da Assembleia da República. Como é feito

  • PSDA favor

    Defendeu que o Orçamento reduz impostos sem criar novos, mantém o excedente e reforça salários, pensões, saúde, habitação, interior, água e setor social. Criticou o PS e o Chega, considerando que propõem mais despesa ou votam contra sem razões de fundo.

  • CHContra

    Anunciou voto contra, considerando que aumenta a carga fiscal, com mais receita de ISP, IVA e IRS. Criticou o fim do desconto no ISP e a falta de meios na saúde, justiça e coesão territorial, e propôs IVA zero no cabaz alimentar.

  • PSAbstenção

    Anunciou viabilizar o Orçamento pela estabilidade necessária ao PRR, sem confiança nas políticas. Criticou o fim do desconto no ISP, que considerou aumento de impostos, a política de saúde, os direitos laborais e a falta de aumentos permanentes das pensões.

  • ILContra

    Criticou o Orçamento, considerando que pouco muda, aumenta a receita fiscal e a despesa e não baixa substancialmente os impostos. Defendeu descidas do IRS e do IRC, reforma do Estado, autonomia de gestão no SNS, mais oferta de habitação e a conta poupança-investimento.

  • LContra

    Criticou o Orçamento, considerando que reforça impostos indiretos, favorece grandes empresas e não corrige desigualdades nem a coesão territorial. Questionou a ausência de IVA reduzido para painéis solares, pediu licenças parentais mais longas e criticou a extinção da FCT e do ICNF.

  • PCPContra

    Criticou a descida do IRC para 17 %, que considerou custar 2000 milhões por ano, e defendeu o IVA reduzido na eletricidade, no gás e nas telecomunicações. Pediu aumentos de pensões de 5 %, no mínimo 75 €, e salário mínimo de 1050 €.

  • CDS-PPA favor

    Defendeu o Orçamento como compromisso que reduz o IRS e o IRC, aumenta pensões, mantém o excedente e reforça a defesa. Considerou que a descida do IRC pode atrair investimento, e questionou o Governo sobre a licença parental e o setor social.

  • BEContra

    Criticou a descida do IRC e a devolução de 200 milhões à banca, considerando que há margem para estas medidas, mas não para pensões, serviços públicos ou IVA. Opôs-se à intenção de reforçar os sistemas privados de pensões, atribuída à Comissária Maria Luís Albuquerque.

  • JPPAbstenção

    Pediu uma norma provisória para a compensação de cerca de 80 milhões à Madeira por perda de receitas do Fundo de Coesão, evitando pedidos anuais. Pediu ainda compensação aos municípios com bombeiros sapadores e subsídio de insularidade para os trabalhadores do Estado na Madeira.

  • PANAbstenção

    Anunciou a abstenção na generalidade, por considerar que o Orçamento pode ser melhorado na especialidade. Criticou o corte de 9 milhões ao ICNF e de 80 % na Bolsa Nacional de Alojamento Urgente, e propôs financiar passes gratuitos com a medida do ISP.

  • Governo

    Defendeu o Orçamento como continuidade da transformação do País, com menos impostos e mais salários e pensões. Considerou que, sem efeitos temporários, a despesa não cresce mais do que o PIB nominal, e destacou a água, a energia e os jovens.

Ver o debate completo, com o vídeo e o Diário de cada intervenção

Em novembro: as propostas de alteração

Depois da generalidade, os partidos propõem mudanças ao Orçamento e cada uma é votada. No Orçamento de 2026 foram mais de 2 mil. Quando forem publicadas, vamos mostrar aqui cada proposta de alteração, quem a apresentou e como votou cada partido.

Fonte: Assembleia da República, dados abertos (iniciativas, votações e Diário da Assembleia da República). As datas previstas seguem o calendário habitual do Orçamento. Metodologia