Projeto de Lei 396/XVII: Procede à alteração da Lei nº45/2018 de 10 de agosto que estabelece o regime jurídico da atividade de transporte individual e remunerado de passageiros em veículos descaracterizados a partir de plataforma eletrónica (TVDE)
Votação final global · 17 jul 2026
Toque num partido para ver os seus lugares
152 deputados a favor, 77 contra e 0 abstenções.
Sem registo de voto: PAN
Nenhum deputado votou de forma diferente da sua bancada nesta votação.
O projeto altera a lei que regula o transporte de passageiros em carros sem caracterização de táxi, pedidos por plataformas eletrónicas (TVDE). Entre as mudanças estão a possibilidade de empresas de táxi serem também operadoras de TVDE e a eliminação do limite às tarifas dinâmicas. Os autores defendem que as alterações reforçam a concorrência e a confiança dos consumidores.
Resumo gerado por IAPode conter imprecisões. Como é feitoLer o texto oficial
Um projeto de lei é apresentado por deputados ou partidos. Se for aprovado em votação final global, segue para promulgação pelo Presidente da República e torna-se lei. Mais termos no glossário
27 intervenções em 2 sessões · 10 partidos
Resumo gerado por IAO que cada partido defendeu, a partir do Diário. Pode conter imprecisões.Como é feito
Voto de cada partido: Votação na generalidade · 13 mar 2026 · Aprovado
Defendeu que a proposta traz regras claras ao TVDE, com mais transparência, fiscalização contra a fraude e autonomia para as regiões autónomas. Considerou que barreiras e contingentes reduziriam a oferta e aumentariam o preço, e que táxi e TVDE devem concorrer de forma saudável.
Defendeu que a desregulação do TVDE favorece a precariedade e a ilegalidade, e que se deve limitar a intermediação e reforçar as sanções. Propôs a verificação de identidade dos motoristas, a ligação das plataformas à base de dados do IMT e limites às comissões.
Defendeu que táxi e TVDE são serviços distintos e que juntá-los deixaria freguesias distantes sem táxi público. Considerou que as propostas não resolvem os desequilíbrios do setor e que qualquer revisão deve garantir salário mínimo e proteção social aos motoristas.
Defendeu que os TVDE trouxeram eficiência e complementam os transportes públicos, e propôs preços livres, ajustados ao percurso efetivamente percorrido. Pediu ainda a revogação da contribuição regulatória do artigo 30.º, pois a atividade já paga impostos, e discordou de juntar TVDE e táxis.
Considerou positiva a partilha de dados com o IMT, mas receou a abertura nacional entre táxi e TVDE, já que o táxi é o único transporte público em parte do território. Preocupou-se com o fim dos tetos às tarifas flexíveis, definidas por algoritmos desconhecidos.
Criticou a proposta do PSD por permitir que táxis atuem como TVDE e eliminar critérios da tarifa dinâmica, considerando que isso agrava a exploração dos motoristas. Propôs uma tarifa mínima, uma comissão máxima de 10% para as plataformas e contingentes de viaturas fixados pelos municípios.
Defendeu que o acesso à atividade de motorista TVDE passe a exigir domínio da língua portuguesa, para garantir um serviço seguro e adequado, sobretudo em emergências. Considerou que, por isso, quem não fala português não poderia exercer a atividade.
Defendeu uma retribuição justa para os motoristas e estafetas, com um rendimento-base por viagem, transparência do algoritmo e atendimento presencial. Considerou que a regulação deve garantir que não é o utente quem paga, e apontou os lucros das grandes plataformas.
Defendeu que o crescimento dos TVDE nas regiões autónomas traz desafios à mobilidade e à segurança rodoviária, e que os governos regionais precisam de uma ferramenta para gerir a oferta. Anunciou que apoiará propostas que protejam o interesse público e a segurança dos cidadãos.
Defendeu que seja obrigatório um botão de pânico e que as mulheres possam escolher o motorista, homem ou mulher, para reforçar a segurança. Considerou que motoristas com condenações por violência sexual, incluindo partilha de imagens, não devem ter licença para circular.
Voto de cada partido: Votação final global · 17 jul 2026 · Aprovado
Quem falou, segundo os dados abertos do Parlamento. O vídeo e o Diário da Assembleia da República mostram o que cada pessoa disse.