Projeto de Lei 177/XVII: Altera os critérios de atribuição de apoios sociais a cidadãos estrangeiros residentes em Portugal, provenientes de Estados Terceiros que não tenham celebrado um acordo de livre circulação de pessoas com a União Europeia
Votação na generalidade · 13 mar 2026
Toque num partido para ver os seus lugares
60 deputados a favor, 168 contra e 2 abstenções.
Nenhum deputado votou de forma diferente da sua bancada nesta votação.
Os autores propõem que, para o rendimento social de inserção e o abono de família, estrangeiros de países sem acordo de livre circulação com a UE tenham de cumprir um prazo de 5 anos de residência legal em Portugal. Defendem que isto favorece a imigração ligada ao trabalho e a sustentabilidade da Segurança Social.
Resumo gerado por IAPode conter imprecisões. Como é feitoLer o texto oficial
Um projeto de lei é apresentado por deputados ou partidos. Se for aprovado em votação final global, segue para promulgação pelo Presidente da República e torna-se lei. Mais termos no glossário
20 intervenções em 2 sessões · 10 partidos
Resumo gerado por IAO que cada partido defendeu, a partir do Diário. Pode conter imprecisões.Como é feito
Voto de cada partido: Votação na generalidade · 13 mar 2026 · Rejeitado
Considerou a proposta desnecessária, por o Governo estar a preparar uma prestação social única, que poderá integrar o RSI, e um plano para as migrações. Alertou para risco de inconstitucionalidade, dado o Tribunal Constitucional ter censurado, em 2015, um prazo de três anos.
Defendeu que o RSI e o abono de família para estrangeiros de países terceiros exijam cinco anos de residência legal, pois a contribuição prévia deve ser condição de acesso. Comparou a regra com os seis anos exigidos para o complemento solidário para idosos.
Afirmou que a proposta mistura regimes contributivos e não contributivos, citando dados de 2025: mais de 1,1 milhões de estrangeiros contribuíram com cerca de 4,1 mil milhões de euros. Considerou que a proposta contraria a jurisprudência constitucional sobre os mínimos de subsistência.
Argumentou que o RSI atingiu o nível mais baixo em 20 anos, com cerca de 163 000 beneficiários em janeiro de 2026, pelo que o problema não existe. Considerou o prazo desproporcionado, lembrando que o Tribunal Constitucional censurou em 2015 uma exigência de três anos.
Criticou que a proposta visasse as prestações sociais, e não regimes como os vistos gold, dirigidos a imigrantes ricos. Defendeu que quem desconta tem direito às prestações devidas por lei, lembrando que os imigrantes representam 14% das contribuições para a Segurança Social.
Argumentou que a proposta segue a orientação do Decreto-Lei 133/2012, chumbado pelo Tribunal Constitucional por violar a proporcionalidade, e que um prazo de cinco anos agrava essa privação. Afirmou que os imigrantes são já um quinto dos contribuintes, mais de 1,1 milhões de pessoas.
Argumentou que as prestações em causa são não contributivas, pagas pelo Orçamento do Estado, e que há imigrantes elegíveis que não descontam. Defendeu que faz sentido um número mínimo de anos de residência para o RSI, mas o abono de família deve ter outra ponderação.
Contestou os dados da exposição de motivos, sustentando que mais de 840 000 contribuintes ativos injetaram quatro mil milhões de euros na Segurança Social no último ano. Afirmou que, nos apoios de solidariedade, por cada euro recebido por imigrantes voltam sete euros ao Estado.
Defendeu que a Segurança Social deve proteger quem vive e contribui em Portugal, portugueses ou estrangeiros, e que a imigração deve ser regulada e integrada. Alertou que barreiras no acesso podem empurrar famílias para a pobreza e a exclusão social.
Argumentou que o RSI pago a estrangeiros ascendeu a pouco mais de 687 milhões de euros, enquanto os imigrantes contribuem cerca de 3 mil milhões de euros. Sugeriu que os residentes não habituais retiram ao Estado mais de 1,7 mil milhões por ano.
Voto de cada partido: Votação na generalidade · 13 mar 2026 · Rejeitado
Quem falou, segundo os dados abertos do Parlamento. O vídeo e o Diário da Assembleia da República mostram o que cada pessoa disse.